“Candidato a escritor” – o que é a vida eleitoral e política de um autor

Posted on 02/10/2010

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Em tempo intensamente eleitoral, a política é assunto número 1.

Tanto que tornou-se fato inspirador na produção de um poema moderno, de versos livres e comparativo à arte de escrever.

Conheça um pouco a vida de um escritor “em eleição”…

 

Candidato a escritor

 

“Vote em mim!”

Porém, não compare meu texto ao discurso político.

Não quero a credibilidade genérica da política atual

deprimente.

Eu mantenho um Acordo firme com a Ortografia,

minha parceira é a Escrita, minha cúpula é a Literatura

diariamente.

 

Não sou de fazer nem de escrever promessas,

deixo claro que me ofereço aos meus leitores pra valer!

Não tenho “letras presas” nem “rabo preso”,

minhas palavras são livres de qualquer mandado ou parecer.

 

Cultivo sim as raízes constitucionais,

como a dignidade, igualdade… sem quebrar o decoro!

Minha fidelidade também é partidária,

“parte” dos meus leitores e às vezes, do namoro…

 

Há eleitores e leitores.

O eleitor dá uma de cidadão ao votar em seu candidato.

O leitor dá uma de “sabichão”

e pode interpretar até aquilo que não tinha no relato.

 

A minha comissão é do povo (seja leitores ou eleitores),

promulgo a lei de iniciativa cordial.

Minha assessoria promove a felicidade sem prazo fixado,

esta é a minha redação final.

 

A vitória da eleição de um escritor é ser lido e compreendido.

Seu mandato prorroga-se enquanto é conhecido, querido…

 

Escritor que é bom usa as palavras para algum progresso

e nem a sua morte significa seu recesso.

 

Autor: Rafael Clodomiro

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